Mitsuyo Maeda (前田光世, Maeda Mitsuyo), conhecido também como Conde Koma (Hirosaki, 18 de novembro de 1878 – Belém do…Mitsuyo Maeda (前田光世, Maeda Mitsuyo), conhecido também como Conde Koma (Hirosaki, 18 de novembro de 1878 – Belém do Pará, 28 de novembro de 1941), foi um judoca japonês, naturalizado brasileiro como Otávio Maeda (pronúncia em português: [oˈtavju mɐˈedɐ]`). Junto com Antônio Soishiro Satake, outro japonês naturalizado brasileiro, foi pioneiro do judô em países como Brasil e Reino Unido, entre outros. Maeda foi fundamental para a criação do jiu-jitsu brasileiro, sendo chamado de Pai do jiu-jitsu brasileiro, pelos ensinamentos de artes marciais à família Gracie. Ele era também um promotor da emigração japonesa ao Brasil. Maeda ganhou mais de 2 mil lutas profissionais em sua carreira. Suas realizações levaram-no a ser chamado de "O homem mais forte que já viveu".
Akiko Yosano (与謝野 晶子, Yosano Akiko; 7 de dezembro de 1878 — 29 de maio de 1942) era o pseudônimo da poetisa japonesa…Akiko Yosano (与謝野 晶子, Yosano Akiko; 7 de dezembro de 1878 — 29 de maio de 1942) era o pseudônimo da poetisa japonesa Yosano Shiyo. Uma das autoras mais famosas e polêmicas de seu país, Yosano foi também uma figura feminista pioneira, pacifista e educadora.
Shigeru Yoshida (吉田 茂, Yoshida Shigeru; ja, 22 de setembro de 1878 – 20 de outubro de 1967) foi um diplomata e político…Shigeru Yoshida (吉田 茂, Yoshida Shigeru; ja, 22 de setembro de 1878 – 20 de outubro de 1967) foi um diplomata e político japonês que serviu como primeiro-ministro do Japão de 1946 a 1947 e novamente de 1948 a 1954, servindo durante a maior parte da ocupação do país após a Segunda Guerra Mundial. Yoshida desempenhou um papel importante na determinação do curso do Japão pós-guerra ao forjar uma forte relação com os Estados Unidos e buscar a recuperação econômica. Nascido em Tóquio em uma antiga família samurai, Yoshida formou-se pela Universidade Imperial de Tóquio em 1906 e ingressou no Ministério das Relações Exteriores. Ele ocupou vários cargos no exterior, inclusive na China, onde defendia o aumento da influência japonesa. De 1928 a 1930, Yoshida serviu como vice-ministro das Relações Exteriores, depois serviu como embaixador na Itália até 1932. Em 1936, foi considerado para ministro das Relações Exteriores no gabinete de Kōki Hirota, mas foi vetado pelo Exército, que o associava fortemente ao liberalismo e à amizade com a Grã-Bretanha e os Estados Unidos. Yoshida serviu como embaixador na Grã-Bretanha de 1936 a 1938. Ele evitou amplamente a participação política durante a Guerra do Pacífico. Durante a ocupação dos EUA após o fim da guerra, Yoshida serviu como ministro das Relações Exteriores nos gabinetes do Príncipe Higashikuni e de Kijūrō Shidehara. Yoshida tornou-se primeiro-ministro em 1946, depois que Ichirō Hatoyama foi expurgado pelas autoridades às vésperas de assumir o cargo; Yoshida serviu como ministro das Relações Exteriores em seus próprios três primeiros gabinetes. Ele supervisionou a adoção da Constituição do Japão antes de perder o cargo após a eleição de 1947. Retornou ao cargo de primeiro-ministro em 1948 e negociou o Tratado de São Francisco, que encerrou a ocupação e viu a restauração da soberania do Japão, e um tratado de segurança com os EUA. Yoshida seguiu uma estratégia de concentração na reconstrução econômica, enquanto dependia de uma aliança com os Estados Unidos para defesa, estratégia conhecida como Doutrina Yoshida. Os últimos anos de seu governo foram marcados pelo conflito com Hatoyama, que a essa altura havia sido reabilitado. Isso culminou na destituição de Yoshida e sua substituição por Hatoyama em 1954. O legado de Yoshida continuou a desempenhar um papel importante na vida política japonesa, particularmente por meio de seus dois protegidos, Hayato Ikeda e Eisaku Satō, que serviram como primeiros-ministros de 1960 a 1964 e de 1964 a 1972, respectivamente. Yoshida morreu em 1967 e recebeu um funeral de Estado. Seu neto, Tarō Asō, serviu como primeiro-ministro de 2008 a 2009.
Iwane Matsui (松井 石根, Matsui Iwane; 27 de julho de 1878 – 23 de dezembro de 1948) foi um general japonês do Exército…Iwane Matsui (松井 石根, Matsui Iwane; 27 de julho de 1878 – 23 de dezembro de 1948) foi um general japonês do Exército Imperial Japonês e comandante da força expedicionária enviada à China em 1937. Foi condenado por crimes de guerra e executado pelos Aliados por seu envolvimento no Massacre de Nanquim. Nascido em Nagoya, Matsui escolheu a carreira militar e serviu em combate durante a Guerra Russo-Japonesa (1904–05). Ele se ofereceu para uma missão no exterior logo após se formar na Escola de Guerra do Exército em 1906. À medida que Matsui subia na hierarquia, conquistou a reputação de ser o principal especialista do Exército Japonês em China, e era um defensor fervoroso do pan-asiatismo. Desempenhou um papel fundamental na fundação da influente Associação da Grande Ásia. Matsui se aposentou do serviço ativo em 1935, mas foi chamado de volta em agosto de 1937, no início da Segunda Guerra Sino-Japonesa, para liderar as forças japonesas envolvidas na Batalha de Xangai. Após vencer a batalha, Matsui conseguiu convencer o alto comando do Japão a avançar em direção à capital chinesa, Nanquim. As tropas sob seu comando que capturaram Nanquim em 13 de dezembro foram responsáveis pelo notório Massacre de Nanquim. Matsui finalmente se aposentou do exército em 1938. Após a derrota do Japão na Segunda Guerra Mundial, foi condenado por crimes de guerra no Tribunal Militar Internacional para o Extremo Oriente (TMIEO) e executado por enforcamento. Ele e outros criminosos de guerra condenados foram homenageados no Santuário Yasukuni em 1978, um ato que gerou controvérsia.